sábado, janeiro 31, 2009

Intervalo na dieta

Passei uma semana longe do Rio. Consequentemente fiquei sem fotografar comidas, sem poder planejar direito o que iria comer e, obviamente, sem seguir a dieta ao pé da letra. Comi feijão, comi peixe frito, comi pizza. Tentei compensar comendo muita salada, mas só na hora do almoço consegui fazer isso. No hotel, de manhã, meu café da manhã era mais farto: mamão, melão, coalhada com granola (que eu levei) e mel. Nos intervalos do treinamento (que eu tava dando), enquanto as pessoas comiam bolo de chocolate, tomavam café e comiam pão com manteiga, queijo e presunto, eu comia uma barrinha de cereal que eu tinha levado. À noite, se eu quisesse uma sobremesa, comia um figo seco que levei também.

Só no último dia que eu não resisti à sobremesa maravilhosa de uma pizzaria com forno à lenha e comi uma banana assada na lenha com açúcar e canela e sorvete de flocos por cima. Delícia dos deuses! Comida assada na lenha deveria ser mais comum do que é, pois a lenha (a boa lenha) dá um sabor diferente ao prato.

Agora, de volta à casinha, retomei minha rotina de suco de couve, aipo, beterraba, cenoura e maçã e ontem jantei uma salada com alface, rúcula, kani, palmito e "salgadinhos de soja". Dormi bem e sem culpa.

domingo, janeiro 25, 2009

Pipoca sem gordura

Pipoca com filme é uma coisa imbatível, certo? Eu vivia fazendo pipoca doce. Leva óleo, açúcar e Nescau. Tudo o que eu tenho que evitar ultimamente. E a pipoca salgada eu sempre fiz com manteiga. Que também foi riscada da dieta. Grrrrr! Descobrimos uma pipoca de micro ondas que não tem manteiga e nem gordura alguma. Mas é cara e não se encontra com facilidade, em qualquer mercado.

Meu chef predileto andou matutando por uns dias e teve uma idéia: pegou um saco de papel pardo (desses sacos de padaria para colocar pão) e colocou milho de pipoca dentro. Como o saco não era grande (um saquinho onde veio um doce árabe do Habib's) só colocou duas colheres de sopa e meia de milho de pipoca. Torceu a boca do saco, fechando-o. Colocou no micro ondas, deitado, e ligou por 2 minutos na potência máxima.

Assim que parou de pipocar, desligamos o forno e tiramos o saco de lá. PERFEIÇÃO! Pipocas estouradas (não ficou NENHUM milho sem estourar), sem gordura alguma e sem gastar nada além do milho normal e do saquinho reciclado. Coloquei orégano e sal e pronto. Fomos ver o último episódio da primeira temporada de Damages, felizes da vida.

;ˆ)

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Trigo ou não trigo?

A questão agora é: será que eu exagerei com o vilanismo do trigo? Será que o glúten só é ruim para quem tem a doença celíaca? Será que a minha "milenar" azia era causada não pela farinha de trigo em si, mas pela combinação desta com gordura? Gordura da manteiga, principalmente.

Me lembro que bolo sempre foi uma coisa que me dava azia. E massa de empada ou empadão. Isso era horrível. E eu culpava a farinha de trigo. Mas agora voltei a comer pão com trigo. Tá certo que é pão integral, com linhaça e outros cereais, e tenho comido sem manteiga, apenas com queijo, peito de peru e alface. O queijo pode ser tipo "Minas" ou brie (meu FAVORITO!) e até agora não tive nenhuma reação adversa, só prazer e mais prazer.

Verdade seja dita, eu ADORO comer. Se tivesse tendência para engordar e se não fosse tão disciplinado quanto sou, já poderia me candidatar a Rei Momo. Felizmente a combinação da genética com a disciplina mantem meu corpinho de 42 com aspecto de 30 - Como diria um amigo meu, "Pretensão e água benta não fazem mal a ninguém."
;ˆ)

P.S.: O lanche do feriado de São Sebastião incluiu a metade de uma deliciosa omelete com frango defumado. Hummmmmm...

terça-feira, janeiro 20, 2009

Que calor!

O verão demorou a chegar no Rio de Janeiro. Aliás, ele só chegou em 2009 pois dezembro de 2008 parecia outono ainda. Chuva e "frio". Eu sei que é estranho falar em frio no Rio de Janeiro, mas é possível. Principalmente se você for carioca, acostumado ao calorão. Mas agora ele está aí, com força total: quente, abafado, húmido, causticante. Não dá para dormir sem ar condicionado. A conta de luz vai nas alturas. E, felizmente, eu ainda posso beber sucos, já que a cerveja tá fora. Um dos mais refrescantes é o de melancia. Pode ser pura ou com melão. Também fica delícioso. O importante é que não seja extremamente gelado pois, pelo que eu tenho lido, o esôfago inflamado não gosta de gelo. Eu me contento com a fruta saída da geladeira. Não ponho gelo.

Santa centrífuga!

domingo, janeiro 18, 2009

Sem sintomas?

Antes de falar sobre o que tem pra hoje, acho importante registrar a minha aparente falta de sintomas dessa tal de esofagite. Quando eu fui procurar o médico foi porque uma amiga do trabalho recebeu um "recado" num centro espírita e me disse para ir ao médico pois "algo estava irritando meu intestino". Fiquei meio "cabreiro" e resolvi ir (acho que já contei essa história). Mas tudo o que eu sentia era azia, com uma certa frequência (essa palavra não tem mais trema... Aliás, nem existe mais trema e eu sempre fui "fã" dos tremas, mas essa é outra história). Tinha um pouco de dificuldade de digerir algumas coisas à noite, principalmente se fosse deitar logo após comer. Sentia também muitas dores nas costas, mas nada disso me parecia ter relação com alguma "doença", só coisa de gente que já passou dos 40.

Pois bem, desde que fui diagnosticado e comecei a controlar alimentação, horários, quantidades, mastigadas e comei a tomar o Nexium e o Motilium, não tenho sentido ABSOLUTAMENTE nada. Nem dor nas costas - que eu achava que era falta da natação que eu parei há meses atrás e quero voltar em breve. O lance é que quando leio na internet o que as pessoas dizem sentir, mesmo tomando remédio, fico meio "intrigado" pois não sinto nada disso. Talvez meu caso seja mais leve, não sei. Mas leio gente dizer que há meses não come nada sólido! Eu viraria um vareto se não comesse nada sólido! Ontem comi dois cachorros quentes. Tá certo que a salsicha era de peru, não tinha molho de tomate, não coloquei ketchup nem mostarda, nem batata palha, mas tinha cebola, salsa, urucum para dar uma corzinha vermelha ao molho e uns grãos de soja que parecem amendoim, para dar uma crocância ao sanduíche. Foi uma delícia. E eu tava precisando disso.

Enfim, essa minha falta de sintomas tem me feito esquecer da esofagite e me dado vontade de tomar uma cervejinha (uma latinha apenas...), um cafézinho (com leite, vai), talvez até um chocolatezinho (se bem que tá um calor horrível no Rio de Janeiro).

Mas não posso reclamar. Chef Lau fez hoje um DIVINO MARAVILHOSO risoto de bacalhau. Se ele colocou vinho branco para fazer o risoto eu não sei. Manteiga também eu acho que ele não usou. Ele tem seguido a dieta mais severamente do que eu. Mas o resultado foi tão ou mais gostoso do que quando eu não tinha esses limites. Alface para acompanhar e um fio de azeite para dar o toque final. Ah! É óbvio que quando falo em risoto estou falando de arroz arbóreo e não aquela mistura de resto de arroz com resto de qualquer outra coisa que as pessoas teimam em chamar de risoto. Please!

Aqui uma foto da colher do chef em ação. ;ˆ)

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Japa - caRne de vaca

Eu ADORO comida japonesa. Uma amiga me disse uma vez que o que eu gostava da culinária japonesa não passava do equivalente a risoles e coxinhas para os japoneses e me levou para comer um peixe assado com sal grosso, lá na Liberdade, em São Paulo e eu achei DIVINO. Mas não deixei de gostar dos risoles e coxinhas. ;ˆ)

Outra amiga quando esteve aqui em casa, anos atrás, e eu a convidei para ir a um restaurante japonês, disse na minha cara que isso era "caRne de vaca" (com sotaque do interioR de São Paulo) e que queria algo diferente. 8ˆ| Arregalei meus olhos sem entender direito, mas depois ela me explicou que "carne de vaca" era coisa comum, que tinha em qualquer esquina.

Muito bem, em tempo de esofagite, quando não se pode comer frituras, nem coisas muito condimentadas, nem muito difíceis de digerir, nem muito isso, nem muito aquilo, a "caRne de vaca" dos risoles e coxinhas japonesas são uma iguaria delicadíssima para o meu paladar. Sushi não é uma especialidade do meu "personal chef" (ainda), mas também não é algo que não se possa comprar e trazer pronto para casa. Comprei pratos novos para servir sushi e ainda não os tinha usado. Ficou bonito e gostoso.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Pra alegrar o dia

A comida não precisa ser necessariamente bonita para ser gostosa. Claro que um prato bonito sempre dá mais gosto, mais prazer ao ato de comer, mas tem coisas que mesmo "feias" são simplesmente DELICIOSAS.

Meu jantar acabou há pouco e só não comi mais porque estou fazendo aquele esforço para comer menos, ser menos guloso e me disciplinar para ficar satisfeito com menos. Mas o escondidinho de aipim com carne moída que o chef fez pra mim tava divino.

E nem parece ser difícil de fazer, vejam:

carne moída refogada com cebola e alho;
aipim cozido na água e sal e processado com leite morno;
tempera com salsa, coentro e cominho (que eu acho que é o tempero mais forte e o único que eu tiraria por conta da esofagite, mas do que sei eu?).

Não ficou um escondidinho bonito porque ficou molinho (e eu bati a foto depois de já termos nos servido), mas tá tão bom que depois do primeiro prato eu disse, "Tira isso daqui!" ;ˆ)